8 de junho de 2026
Maria Fernanda de Julio
O monitoramento de vibração pode ser desafiador em plantas petroquímicas, em minas, em destilarias e em demais indústrias com áreas classificadas. Isso porque a presença de substâncias inflamáveis em suspensão é altamente perigosa e exige cuidado extra na manipulação de equipamentos elétricos.
Neste artigo, você confere:
Uma área é denominada “classificada” quando apresenta atmosfera explosiva. Ou seja, quando possui substâncias inflamáveis nas formas de poeira, gás ou vapor que, em contato com o ar, representam riscos de explosão. Por esse motivo, todo equipamento eletrônico utilizado em áreas Ex deve ter certificado de antiexplosão.
As áreas classificadas por explosão de gases são divididas em zonas que vão de 0 a 2, sendo 0 a de maior risco. O zoneamento é feito com base na formação de atmosfera explosiva, de forma que:
Podemos tomar como exemplo um posto de gasolina:
Repare que o ambiente do posto é uma Zona 2. Isso porque pode haver, por exemplo, um vazamento de gás que libere substâncias inflamáveis na atmosfera, tornando-a explosiva.
Já as bombas de combustível são Zona 1, pois é natural que haja liberação de substâncias inflamáveis ao abastecer um veículo.
O reservatório do caminhão-tanque, por sua vez, é uma Zona 0. Isso porque ele contém o combustível em si, de forma que sua atmosfera é explosiva o tempo todo.
Na indústria, isso impacta no monitoramento de vibração na medida em que exige uma escolha adequada do sensor a ser utilizado. Devido às diferentes condições de formação de atmosfera explosiva em cada zoneamento, é preciso se atentar às especificações exigidas em cada uma ao escolher o sensor de vibração ideal.
Para selecionar o sensor de vibração Ex que melhor se adeque aos requisitos de cada planta, é preciso primeiro entender as categorias de certificação. No Brasil, a legislação para a certificação de equipamentos Ex é a série NBR IEC 60079-0, publicada pela ABNT, e os requisitos de avaliação de conformidade são estabelecidos pelo INMETRO.
No processo de certificação, os órgãos reguladores verificam se os componentes eletrônicos e mecânicos dos sensores podem gerar centelhamento. A classificação do certificado, então, é feita de acordo com as seguintes categorias:
No que diz respeito aos grupos, os equipamentos são classificados de acordo com os ambientes e as substâncias aos quais podem ser expostos de maneira segura.
Equipamentos elétricos destinados à utilização em minas de carvão suscetíveis ao grisu, que consiste principalmente de gás metano, mas que contém pequenas quantidades de nitrogênio, dióxido de carbono e hidrogênio.
Nos tipos de proteção do Grupo I, é levada em consideração “a ignição do grisu e da poeira de carvão, juntamente com proteção física aumentada para equipamentos de utilização subterrânea.” (ABNT NBR IEC 60079-0)
Equipamentos elétricos destinados à utilização em locais com atmosfera explosiva de gás, exceto minas suscetíveis ao grisu. Este grupo é subdividido de acordo com a natureza da atmosfera explosiva de gás ao qual é destinado, sendo:
É importante destacar que equipamentos certificados para o Grupo IIB são adequados também para o Grupo IIA; e aqueles certificados para o Grupo IIC são adequados também para os Grupos IIA e IIB.
Equipamentos elétricos destinados à utilização em locais com atmosfera explosiva de poeira, exceto minas suscetíveis ao grisu. Este grupo é subdividido de acordo com a natureza da atmosfera explosiva de poeira para o qual é destinado, sendo:
Vale destacar que equipamentos certificados para o Grupo IIB são adequados também para o Grupo IIA; e aqueles certificados para o Grupo IIC são adequados também para os Grupos IIA e IIB.
A ABNT NBR IEC 60079-0 define a máxima temperatura de superfície como a “maior temperatura que é atingida em serviço sob as condições mais adversas (mas dentro de uma tolerância especificada) por qualquer parte ou superfície do equipamento elétrico”.
A temperatura máxima de superfície não deve exceder:
Quanto maior for a classe de temperatura (T6), menor será a temperatura de superfície atingida pelo equipamento. Exemplo: o equipamento classificado como T6 é adequado também para instalações com T5, T4, T3, T2 E T1.
Em superfícies sem camada de poeira, a máxima temperatura determinada não deve exceder
Já em superfícies com camadas de poeira, a temperatura máxima de superfície pode também ser determinada de acordo com a espessura da camada de poeira (TL) suportada ao redor do equipamento.
Trata-se, de acordo com a ABNT NBR 60079-0, do “nível de proteção atribuído ao equipamento baseado em sua probabilidade de se tornar uma fonte de ignição e distinguindo as diferenças entre atmosfera explosiva de gás, atmosfera explosiva de poeira e atmosfera explosiva em minas suscetíveis a grisu.”
A partir disso, podemos fazer uma relação entre EPL e zoneamento:
O tipo de proteção relaciona-se ao combustível envolvido, ao EPL e à área de aplicação. Em resumo, ele indica o modo como o equipamento é protegido diante das atmosferas explosivas, podendo ser:
A resposta é: sim!
Assim como os sensores cabeados, os sensores wireless também passam por certificação e podem operar em áreas classificadas. É o caso do Tebe NXG, por exemplo.
O sensor é um dos únicos no mercado que pode ser instalado nas indústrias de:
O Tebe NXG está em total concordância com a NR 20 – Segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis, norma exigida nas áreas classificadas. O sensor não só atende aos requisitos básicos para operar nessas plantas, como também potencializa a segurança operacional por evitar a quebra de componentes, bem como dispensa a coleta de vibração in loco por um analista, protegendo assim a integridade física dos técnicos em campo.
Soma-se a isso a oferta de dados confiáveis e valiosos para que a manutenção atue de forma otimizada, gerando mais receita e menos despesas para a indústria no qual está instalado.
Se o Tebe NXG atende aos requisitos da sua indústria, não deixe de entrar em contato e conhecer a solução.